13ª Actividade APCF - Barragem Ermal Versão para impressão
Escrito por Pedro Leitão   
Quarta, 28 Julho 2010 08:22

 
 
 
Expectativa na chegada ao local
Um pouco mais tarde do que esperávamos e já com a luz do dia a iluminar-nos o caminho (os dias nascem sempre depressa para um carpista) estávamos enfim em frente à água. O termómetro do carro marcava 4,5 graus e havia geada em algumas zonas. Haverá sensação melhor para do que a chegada, de manhã cedo, a um pesqueiro engodado recentemente?
 
 

Observámos imediatamente actividade à superfície da água nos pontos que tínhamos engodado e em outros pontos mais encostados à outra margem, bem como em praticamente todo o pesqueiro. Começámos a descarregar o material e montámos as canas de imediato. Tínhamos as montagens já preparadas de véspera de acordo com o programa previamente combinado para a demonstração.

 

O sol já ia bem alto quando todas as linhas mergulharam na água quieta como um espelho, superfície que era uma espécie de folha de papel em que as carpas desenhavam os seus círculos promissores…

 

Para não assustar os peixes presentes no pesqueiro e aparentemente activos, decidimos, para começar, usar apenas engodagem com sacos PVA. O Gary estava a pescar, como planeado, com o eterno method feeder. Este era o sistema ideal para proporcionar mais capturas durante um tempo de espera inferior.

Eu havia preparado de véspera um balde pequeno com uma mistura apetitosa composta de pellets de peixe de vários diâmetros e qualidades. Tinha adicionado ainda um cocktail de óleos (salmão, fígado de bacalhau, etc) e um pouco de red venon, bem como uma lata de sardinha picante e uma lata de atum, que desfiz e misturei devidamente, junto com os respectivos óleos. Quando cheguei ao pesqueiro adicionei à mistura algumas sementes já um pouco fermentadas (cânhamo, micro tigers, milho) que guardara num balde à parte, mergulhadas no respectivo líquido, que continha sal e adoçante. Quando se pretende preparar sticks de PVA é um bom truque deixar as pellets embebidas no óleo de véspera, de forma a estarem na consistência e grau de humidade desejáveis. E de facto quando preparei os sticks no dia do Workshop, o PVA não derretia, apesar de a mistura estar húmida e carpy. Au point!...

 

 
 
 
 

Aguardávamos ainda a vinda do Tiago que só chegaria por volta das 9h com o Dimitri. Sem espanto, os bips começavam a surgir, até de forma insistente, não produzindo arranques (peixe miúdo?). Em todo o caso, achávamos que a qualquer momento aconteceria um arranque. A manhã avançava rapidamente, o calor e a luz intensificavam-se. Aproximava-se também a hora prevista para receber os visitantes e os curiosos acerca do carp fishing. Tínhamos, no entanto, mais esperança na parte da tarde.

Até que, num momento de distracção e conversa, um dos meus alarmes dá sinal e produz-se um arranque logo de seguida. Uma luta interessante e eis que a primeira carpa do Workshop repousa no tapete.

 

 

 

 

Missão cumprida, pensávamos nós! Já tínhamos uma carpa para ilustrar o prazer da devolução e os cuidados no seu manuseamento. Colocámo-la de imediato no saco de recepção e toca a lançar de novo.

 

 

 

 

O method feeder, após vários sinais e arranques frustrados, não tardou em abrir a contagem para o Gary. Conseguiu levar duas ao tapete ainda antes de o Tiago chegar e começar a preparar o seu material. Com três carpas a repousar nos sacos de retenção durante a manhã, restava-nos esperar pelos espectadores do Workshop para tornar a nossa sessão um grande sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto chegaram, para nos alegrar ainda mais o dia, outros companheiros da APCF (os três Ricardos, o João Sousa e os seus simpáticos pais).

Infelizmente, apenas alguns curiosos alheios ao mundo da pesca e um noddie rabugento da velha guarda, a reclamar por tudo e por nada e com um discurso contra a pesca de competição e contra as “toneladas de bicho” que se lançavam nos concursos, nos visitaram da parte da manhã… Ainda por cima achava que era “dono” daquilo e que conhecia melhor do que nós as melhores estratégias de pesca… Enfim, não pode tudo ser perfeito. E não têm culpa de ser assim.

 

 

 

Actualizado em ( Segunda, 02 Agosto 2010 20:26 )